A união e a família fazem parte de uma realidade social,
construída junto com a evolução da humanidade. Durante
séculos, as pessoas passavam por rituais de corte, com um
parceiro, e então partiam diretamente para casamentos que
deveriam ser para toda a vida. Uma união que pretendia a
procriação, passou também por questões ligadas ao valor da
propriedade, à conquista das terras e aos acordos políticos
entre a nobreza.
O casamento era essencialmente um ato de aquisição: o noivo
"adquiria" a noiva, a transação era selada por meio do
pagamento de uma moeda de ouro ou prata. Na maioria das
vezes, o casamento era arranjado pelos pais do casal,
transformando-se numa união forçada, prevalecendo a
dominação do homem sobre a mulher. A escolha dos padrinhos
para o casamento estabelecia uma situação de compadres
socialmente reconhecida, hoje só os amigos mais próximos e,
eu sempre indico para que na hora do vídeo os noivos
coloquem legenda e os nomes dos padrinhos, que por incrível
que pareça, alguns casais não lembram 10 anos depois de
casados.
Historicamente, o papel do casamento como eixo da
estabilidade social era mais importante do que o amor entre
os casais. As funções do casamento voltavam-se para a
criação dos filhos, a transmissão de valores, servindo como
núcleo econômico e organizador das tarefas diárias da vida.
No passado, um jovem casal que iniciava uma vida a dois
tinha maior suporte emocional e logístico, pois contava com
o apoio de figuras da família (antes numerosas). Os casais
de hoje estão remando num bote sozinhos, trabalham fora e a
criação dos filhos tornou-se mais complexa.
Mesmo assim, o casamento tradicional sobreviveu à chegada do
novo milênio. A cerimônia do casamento constitui um
acontecimento expressivo, uma passagem espiritual muito
forte, além do significado religioso, a festa formaliza o
amor e o respeito mútuos entre duas pessoas.
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